sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Essa Equação Não Está Correta


Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos”.  At 4:12

 X + MAS = Natal

Estamos na quase véspera de natal, amanhã todos estarão felizes e cantando canções natalinas, muita confraternização, muita festa e tudo que nós já sabemos. Resta-nos então a pergunta que equação é essa  X+MAS+ Natal ? O fato é que nos países de língua inglesa, ou seja em boa parte do mundo ocidental, esta se celebrando uma festa, mas não necessariamente o natal assim como é proposto, a natividade de Jesus Cristo em Belém de Judá na palestina de cerca de 2000 anos atrás.
Li uma tentativa de remendar esse descaso onde alguém dizia que isso era apenas uma maneira de facilitar as coisas e que o X é a letra c do alfabeto grego e que traz o som de Cri ou coisa semelhante. Não é necessário ser linguista para saber que a letra c do alfabeto grego tem o som de chi, a ideia de K e não dá para substituir o CHRIST, como propôs alguém.
Na realidade, por trás disso tudo está a palavra secularismo que significa o seguinte segundo o dicionário Michaelis_ Sistema ético que rejeita toda forma de fé e formação religiosas e aceita como diretrizes apenas fatos e influência derivados da vida presente.
Portanto a secularização do natal leva essas pessoas a não aceitar a festa com a sua proposta inicial, onde se celebra a natividade do Senhor e Salvador da humanidade Jesus Cristo. Mas, entendendo que a festa é boa, que propõe amizade, amor, promove confraternização e um espírito desarmado, ou seja, traz benefícios a todos, vamos celebrar, no entanto retira-se a componente religiosa, a saber, o Cristo e coloca-se algo semelhante na pronuncia, mas que não seja tão cristão como o nome CHRIST.
Assim, como numa equação onde X pode ter qualquer valor, você atribui o valor que quiser, contanto que se celebra, festeje e se promova a vida e a alegria. Nessa nova equação o X pode ser igual ao que você quiser, por exemplo:
X+MAS= Natal  onde X= confraternização logo confraternização + festa = Natal
Coloque o que você quiser no lugar do X e sua festa está legitimada pelo processo de secularização que vive a sociedade hoje, especialmente dentro de sua componente pós-moderna onde tudo se relativiza e os absolutos morreram e foram sepultados faz algum tempo.
Para nós cristãos essa equação está errada e a única maneira de resolvê-la é dando ao X o valor que lhe é devido novamente  
X+MAS = Natal  ,   onde X= CHRIST ,  logo, Christ + MAS = Christmas ou seja, Natal
Dessa forma não retiramos o Cristo do natal e mantemos o verdadeiro sentido dessa celebração. A cristandade não pode aceitar as nuanças do secularismo e necessita sempre afirmar seus valores, custe o que custar.
Feliz natal a todos, celebramos nesse dia, o dia que Deus decidiu vir ao mundo e oferecer seu amor aos seres humanos. Seu nome foi Jesus Cristo o nome sobre todo nome. Assim seja

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Dois pesos e duas medidas, Duas atitudes negativas

Quando pessoas pensam e defendem seus pontos de vista nada deve ser reprimido em termos de forma de expressão. A livre expressão é um direito de todos. No entanto, as medidas precisam ser as mesmas para todos os casos.
O que se considera homofobia, agressão contra os homossexuais, e de fato é, deve ser banido da sociedade. Cada qual tem o direito de ser e pensar como quiser desde que seja sua posição pessoal sem tentar impor nada a quem quer que seja. No entanto, é também agressão à família heterogênea, ao conceito de fidelidade familiar, defendida pela extrema maioria da população seja de maneira pública ou privada, quando se promove o adultério, a promiscuidade e se vulgariza o conceito de família e de espiritualidade cristã, que é o caso a que me refiro.   
Na realidade, acho desnecessário colocar outdoors pela cidade dizendo que o homosexualismo é pecado, porque teria que colocar outdoors espalhados sobre tudo que é pecado e não haveria  terrenos disponíveis para tal iniciativa. Não é assim que pregamos o evangelho, não é sendo contra e sim sendo a favor daquilo que Deus é a favor.
Da mesma forma é uma agressão e um ato desmedido colocar outdoors que motivam as pessoas a serem promiscuas, adulteras usando inclusive a imagem do Cristo e fazendo pouco do conceito de perdão defendido pelas Sagradas Escrituras. Neste caso, o outdoor taxado de homofóbico foi sensurado, mas os demais estão expostos em Recife e em outras cidades Brasileiras.
A sociedade, que de maneira hipócrita se diz politicamente correta não se manifestou contra o segundo caso, mas fez um grande tumultuo em torno do primeiro. Volto a dizer, ambos desnecessários em meu ponto de vista.  Isso pode nos mostrar que os pesos e as medidas são diferentes e a justiça, não é tão cega assim quando é dirigida por seres humanos.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Que diferença faz Cristo em sua vida? Que diferença faz sua vida para Cristo?

Quando alguém conhece de fato a Jesus Cristo, e quando falo isso0 não digo apenas um coração emocionado, uma lagrima vertida, uma emoção incontida. Trato de um coração transformado em sua cosmovisão, eu via o mundo assim, agora vejo-o dessa forma algo como, minha visão ia no limite de meu nariz, agora se estende onde Deus me levar... Meus valores eram esses, agora eu declaro que meus valores são outros, bem diferentes e bem centrados nas Palavras de Jesus em sua totalidade e não apenas em trechos convenientes que justifiquem atitudes e posicionamentos. A isso chamo de conversão genuína.
Ao longo de minha experiência cristã que completa dia 21 desse mês alguns 31 anos, tenho visto muitas conversões desse tipo e meu coração se alegra por, em diferentes etapas de minha caminhada, como jovem, líder de jovens, pastor de jovens, pastor auxiliar e Reitor ou seja pastor efetivo e fundador de uma comunidade nos últimos 15 anos  ter podido investir em inúmeras vidas e ver o que Deus fez e tem feito usando essas vidas no Seu grande plano de transformação da sociedade. No entanto não me conformo com tantas vidas que vi serem tão atuantes estarem hoje tão inertes. Onde foi parar aquela paixão?
Mas, sinceramente sou um inquieto, entendo que dentro do universo daqueles que sinceramente se convertem a Cristo existirá sempre aqueles que levantarão a bandeira e irão adiante como parte desse “exército”, que não medirão esforços, que trabalharão sacrificialmente pela expansão do Reino. Existirão também  aqueles que levantarão a bandeira, mas ficarão em seus lugares, usando seus talentos dentro de suas possibilidades além daqueles que discretamente levantarão a bandeira a meio mastro e eventualmente manifestarão a sua posição, sem falar daqueles que durante algum tempo foram ativos colaboradores do Reino , mas que em algum momento voltaram-se para seus mundos pessoais e hoje, tem suas vidas equilibradas, famílias bem estabelecidas, vidas profissionais exuberantes, mas que de forma alguma a expansão do Reino de Deus lhes queima as pestanas, lhes traz preocupação. Vivem bem abastecidos das mensagens em suas igrejas, conhecem os valores do Reino, vivem de acordo com eles na maioria das vezes, mas quando se fala em envolvimento e espirito de conquista, a correria, a ausência de tempo etc. são empecilhos a qualquer possível participação. Perderam o gosto pela causa, mas vivem dentro do Reino, creem firmemente, mas a paixão, aquela um dia vivida, essa se foi, deu lugar a uma crença inequívoca mas associada a uma acomodação indiscutível.   
Não tenho ilusão de que será diferente, sempre haverá esse tipo de diferença entre posturas, comportamentos e atuações. Mas se existe algo que me inquieta é ver um talento adormecido, um dom congelado um navio no porto, um cristão inerte, um espaço a ser preenchido, enxergar as peças chaves e não poder contar com elas, ha sim, isso inquieta meu coração.  O Amor de Deus me constrange a sair, o presente de Deus que recebi em Jesus Cristo me deixa inquieto em estar apenas vivendo, mas sem fazer qualquer diferença significativa para que a oPalno de Deus seja levado a cabo.
Não, não fomos criados e transformados para nos limitarmos a uma vida equilibrada, como diz um pastor amigo meu, “o evangelho acomoda os atribulados e incomoda os acomodados” assim creio e o que me consola é que o Poder de Deus em algum momento pode trazer de volta esse elo perdido que conecta todos nós ao coração missionário de Deus e nos faz Irmos por todo mundo e levarmos as boas novas de Jesus Cristo.
Um dia estaremos diante de Deus e uma pergunta nos será feita: “ O que você fez com Cristo?” a resposta a essa pergunta é o que deve direcionar as nossas vidas. Que diferença fez e faz Cristo em minha vida e que diferença eu fiz e faço para Cristo.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Propaganda Enganosa

A imprensa no Brasil  sabemos é bastante tendenciosa. No entanto, por mais que assim seja, contra fatos não há argumentos. O PCdo B foi longe demais é por isso que creio que a regulamentação da imprensa deveria incluir os programas políticos de  horário gratuíto . Transcerevo esse artigo de Roberto Pompeu de Toledo na integra. A massa desinformada engole tudo, de todos os lados.  Miguel Uchoa
“ à Moda Stalinista”

Pouco antes de jogar a toalha, na semana passada, e entregar a cabeça do ministro do Esporte, Orlando Silva, o PCdoB tentou reinventar seu passado. No programa de propaganda obrigatória que foi ao ar no dia 20, apresentou como emblemas do partido Luís Carlos Prestes, Olga Benario, Jorge Amado, Portinari, Patrícia Galvão (a Pagu), Oscar Niemeyer e Carlos Drummond de Andrade. Era uma fraude similar às operações do programa Segundo Tempo. Dos sete, os seis primeiros pertenceram ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), o arquirrival do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). O sétimo, o poeta Carlos Drummond de Andrade, não foi nem de um nem de outro. O partido tentava, num programa de TV em que jogava as últimas fichas para safar-se do escândalo no Ministério do Esporte, pegar carona num casal de ícones da história brasileira (Prestes e Olga) e em algumas das mais queridas figuras da cultura do país.

O caso menos grave é o de Oscar Niemeyer, o único vivo do grupo. Apesar de ter sido militante do PCB, já apareceu em programas anteriores do PCdoB, do qual aceita as homenagens. O mais grave é o de Prestes. O PCdoB surge, em 1962, do grupo que, no interior do PCB, discordou da denúncia do stalinismo promovida na União Soviética após a morte do ditador. O PCdoB, com um curioso “do” no meio da sigla, será daí em diante o guardião da pureza stalinista. Os outros são a “camarilha de renegados”. E o renegado-mor, claro, é Prestes, o líder do PCB. No verbete “PCdoB” da Wikipédia, escrito num tão característico comunistês que não deixa dúvida quanto à sua procedência oficial, Prestes é tratado de “revisionista” (insulto grave, em comunistês) e acusado de ter “usurpado a direção partidária”. Também se diz ali que “abandonado à própria sorte, em idade avançada”, Prestes “dependerá de amigos como Oscar Niemeyer para sobreviver”. Eis colocadas na mesma cloaca da história (o comunistês é contagiante) duas figuras que agora o PCdoB alça ao altar de seus santos.

Entre os outros casos de usurpação biográfica, a alemã Olga, primeira mulher de Prestes, foi fiel soldado das ordens de Moscou. Morreu muito antes de surgir o desafio do PCdoB, mas é de apostar que essa não seria a sua opção. Portinari e Pagu morreram, no mesmo 1962 do cisma comunista, ele fiel à linha de Moscou, ela convertida ao trotskismo, portanto inimiga do stalinismo. Jorge Amado na década de 60 já tinha o entusiasmo mais despertado pelo cheiro de cravo e pela cor de canela do que pela causa do proletariado. Em todo caso, sua turma era a de Prestes, o “Cavaleiro da Esperança” que cantara num livro com esse título.

O caso mais estapafúrdio é o de Drummond. Nos anos 1930/1940 ele praticou uma poesia de cunho social e filocomunista. Chegou a colaborar com o jornal Tribuna Popular, do PCB. Mas nunca se filiou ao partido. Cultivou a virtude de nunca ser firme ideologicamente. O namoro com o comunismo, dividia-o com a fidelidade ao Estado Novo, ao qual serviu no Ministério da Educação. No pós-guerra, mitigava o comunismo com a sedução pela UDN do amigo e mentor Milton Campos. Em 1945 votou para senador em Luís Carlos Prestes, do PCB, e para presidente em Eduardo Gomes, da UDN. E, em 1964, apoiou o golpe militar. “A minha primeira impressão foi de alívio, de desafogo, porque reinava realmente, no Rio, um ambiente de desordem, de bagunça, greves gerais, insultos escritos nas paredes contra tudo. Havia uma indisciplina que afetava a segurança, a vida das pessoas”, explicou numa entrevista, transcrita em livro recente (Carlos Drummond de Andrade Coleção Encontros). Agora vem o PCdoB dizer que Drummond foi um dos seus!?

Desconcertante história, a desse partido. A defesa do stalinismo levou-o a festejar o grande timoneiro Mao Tsé-tung e, quando o timão do chinês emperrou, buscar inspiração na Albânia do “Supremo Camarada” Enver Hoxha. Arriscou uma aventura guerrilheira nos barrancos do Araguaia. E, em anos recentes, encantou-se pela UNE e pelo monopólio da carteirinha de estudante, declarou ao esporte um amor insuspeitado em quem associava o partido à figura franzina do patrono João Amazonas (1912-2002) e recrutou, para reforço de suas chapas, jogadores de futebol (Ademir da Guia, Muller) e cantores (Netinho de Paula, Martinho da Vila) em quem nunca se suporia inclinação pela causa da foice e do martelo. Se há uma coisa em que manteve a coerência, é no vezo stalinista. Stalin mandava cortar das fotos dirigentes do partido caídos em desgraça. O PCdoB inclui em suas fileiras gente que lhe foi alheia. Pelo avesso, chega ao mesmo fim de falsificar a história.

Roberto Pompeu de Toledo
Revista veja Ed 2241 03 Novembro 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Invista na sua capacidade de liderança

Em 1998 eu participei de um seminário avançado de liderança do Instituto Haggai em Maui no Havai. Ali, pela primeira vez fui exposto a liderança com excelência e pude compreender o valor de investirmos em nossa capacidade de liderar. Pois Deus nos colocou para liderar onde quer que estejamos. Desde então sou leitor, ouvinte e assisto tudo que consigo de qualidade na área e posso ver como Deus tem me abençoado pelo exemplo e ensinamentos de tantos homens e mulheres experientes e abençoados nesse setor. Quando conheci o SUMMIT logo quis trazer para Recife e faz 5 anos que realizamos este evento com esmero, na intenção de que a cidade de Recife possa ser exposta ao que há de melhor nessa área em todo mudo. Invista na sua capacidade de liderar, entre na dimensão dos que ousam, que investem e que buscam crescer sempre. Como diz a propaganda, saia da mesmice, deixe de fazer sempre as mesmas coisas, lidere onde você estiver. Venha ao SUMMIT e entenda o que estou tentando dizer

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O Ser Evangélico

     Li por estes dias uma excelente entrevista feita a Paul Freston sobre o ser evangélico, realmente gostei, bastante edificante e esclarecedora. Precisamos saber e definir bem este termo. Sou parte de uma associação mundial em minha denominação cristã chamada “Aliança dos Evangélicos na Comunhão Anglicana”. Mas o que a palavra “Evangélico” realmente significa! Parece que temos observado o advento de mais um rótulo. Ser evangélico hoje pode significar estar ligado a uma denominação de origem protestante, pode significar um antagonismo ao ser católico e às vezes escuto o termo ser usado se referindo a um tipo de casta, elite espiritual ou coisa parecida. Lembro-me de um anuncio de rádio que dizia: “Prove que é evangélico e ganhe 10% de descontos...”
     Minha pergunta é: Como poderia eu, provar que sou evangélico! Esta pergunta seria respondida por alguns com a apresentação de uma carteira de igreja, mas isso ainda não é ser evangélico, existem muitas pessoas que estão associadas a uma denominação evangélica e nem por isso apresentam as características do evangelho. Outro responderia mostrando a igreja que frequenta, se a frequência à igreja nos torna-se evangélicos, me tornaria um chinês ao frequentar assiduamente um restaurante chinês. Não, nem frequência, nem membresia, podem atestar o ser evangélico.
    O professor Davison Hunter, da Universidade de Virgínia EUA, disse que os evangélicos segundo o mundo acadêmico seriam os “lunáticos religiosos” “Zelotes de direita”, “fanáticos”, “demagogos”, “anti-intelectuais e simplistas”, sua mensagem seria considerada “maliciosa”, “cinica”, “bitolada”, “separatista”, “irracional”.  O que tem este  cristianismo evangélico para levantar tamanha popularidade e repulsa!
  O ser evangélico é a única maneira de ser cristão!! Não me julguem por esta afirmação, não me refiro as carteirinhas ou aos rolls de membros das igrejas, mas sim a um certo “DNA” que cada cristão deve ter,  ligado e fundamentado nas Escrituras, encravado na história e que nestes últimos 2.000 anos tem sido agente de transformação na sociedade.
   A fé evangélica não é uma inovação recente, dizia O Rev. John Stott em sua excelente obra “A verdade evangélica” (título original) diz: “...nos atrevemos a dizer que o cristianismo evangélico é o cristianismo original apostólico, o cristianismo do Novo Testamento”. Lutero afirmou: “não ensinamos nada de novo, mas repetimos e estabelecemos coisas antigas, que os apóstolos e todos os mestres piedosos ja ensinavam antes de nós”. Wesley, avivalista do séc XVIII na Inglaterra era acusado de introduzir novas doutrinas, ao que sempre respondia “o que ensino é o bom e velho cristianismo...”    
   Ensinando o velho ensino, o ser evangélico faz novas todas as coisas e prega a verdade bíblica como libertação de todos os males (Jo 8:32). O ser evangélico, fiél ao evangelho se insurge contra todas as formas de opressão. Foram os evangélicos que marcaram a história da Europa com lutas históricas. O sociólogo J. Brady escreveu o clássico “A Inglaterra antes e depois de Wesley” fazendo menção ao impacto social do avivamento evangélico liderado pelo ministro Anglicano. William Wilberforce , líder evangélico, lutou por décadas pela abolição do tráfico de escravos na Inglaterra e em suas colônias, conseguindo-a em 1883, sua argumentação era bíblica e solidamente evangélica. Confrontava a nação com a mais pura doutrina evangélica.
  Uma grande injustiça e que se comete com frequência, é comparar pejorativamente o ser evangélico com uma postura fundamentalista. O ser evangélico na sua essência é fundamentalista sim! A origem deste termo esta ligada a muito respeito e seriedade. Se refere a publicação de 12 livretos sobre os fundamentos do evangelho, estes livretos circularam entre 1909 e 1915 e tratavam de temas como salvação, justificação etc. O termo fundamentalista estava ligado a qualquer pessoa que acreditava nas verdades centrais da fé cristã, os fundamentos. Portanto em sua origem o termo fundamentalista era aceitável como sinonimo de evangélico.  Lamentavelmente hoje as coisas mudaram e o fundamentalismo está associado aos grupos que se isolam e que rejeitam as ciências, que entendem a Bíblia numa perspectiva apenas literal, que confundem doutrina bíblica com usos e costumes, que demonizam a cultura e errando, assumem valores de outras culturas como santas e divinas, especialmente a cultura do colonizador espiritual ou implantadores das missões.
  O ser evangélico supera tudo isso e se assume como a essência do evangelho, não entendendo essência, como a mais pura, porém como as coisas essenciais, mais relevantes,  inegociáveis que o evangelho nos apresenta. O mundo cristão hoje vive uma verdadeira “Babel evangélica”, a cada dia surgem novas igrejas, novos grupos, novas agremiações eclesiásticas, todas sob a mesma bandeira Evangélica. Mas seriam  mesmo !
  Minha preocupação continua! como poderia provar que sou evangélico! Eu tentaria a seguinte resposta: Sou evangélico porque creio na velha mensagem do evangelho de Jesus Cristo, Sou evangélico porque entendo a mensagem do evangelho como libertadora e não opressora, como meio de graça e transformação das estruturas malignas da sociedade, sou evangélico por que creio nos fundamentos da fé cristã como necessários e vitais para minha existência.
   Com carteirinha ou sem ela, arrolado ou não em uma membresia, protestante ou não... o ser evangélico não se permite rotular, mas se afirma em sua essência, a essência do evangelho. Tenho aprendido que muitas vezes vamos além da essência, esquecemos nossas  raízes históricas, deturpamos  os fundamentos...
          Quando assim fazemos, deixamos de lado o Ser Evangélico

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Conselho de Pastores se manifesta contra a realização do PE FOLIA. O que Recife vomitou, Jaboatão Abraça!

Documento entregue e lido na presença do Prefeito de Jaboatão dops Guararapes Elias Gomes na reunião do conselho de pastores desta cidade

O Brasil é uma República Federativa Constitucional, isso significa que existe uma Lei maior que deve ser assegurada pelo poder público em qualquer circunstância. O que está acontecendo aqui em Jaboatão dos Guararapes com a iniciativa da Prefeitura da Cidade de promover um carnaval fora de época na orla de piedade envolvendo as duas principais avenidas desta região, viola esta Lei maior e obriga os cidadãos a viverem momentos de constrangimento de seus direitos mais fundamentais.Na área selecionada para a festa existem residências que serão tolhidas de seu direito de ir e vir além de estabelecimentos comerciais e, igrejas. Todos serão cerceados deste direito garantido pela constituição federal. Nem todos os estabelecimentos tem interesse nesta festa, como afirmam seus organizadores.
O depoimento do secretário de turismo Ivan Lima filho e do Prefeito do município Elias Gomes tratam de afirmações que diminuem a cidadania de Jaboatão.
“O PE Folia nasce para inserir a cidade no bom momento que vive Pernambuco. Vai-se construir identidade e cidadania em Jaboatão”, avalia o secretário de Turismo e Eventos do município, Ivan Lima Filho. O prefeito Elias Gomes vai além. “Será o resgate da autoestima e dos valores do jaboatonense, disse.” JC 05.08.2011

Qual o conceito que o Secretário Ivan Lima e o Prefeito Elias Gomes fazem de Cidadania e auto estima?  Nos permitam um esclarecimento :
Segundo o dicionário Michaelis da língua portuguesa
Cidadania – Qualidade de cidadão
Cidadão – Indivíduo no gozo e direitos civis de um Estado
Segundo a Wikipedia:
Auto estima - Em psicologia, autoestima inclui a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau (Sedikides & Gregg, 2003).
Identidade - Para a Sociologia, Identidade é o compartilhar de várias idéias e ideais de um determinado grupo.
Para o Direito, a Identidade constitui-se num conjunto de caracteres que, delimitados legalmente, tornam a pessoa ou um bem individuado e particularizado, diferenciando-o dos demais, e como tal sujeito a direitos e/ou deveres
Para a Antropologia, Identidade consiste na soma nunca concluída de um aglomerado de signos, referências e influências que definem o entendimento relacional de determinada entidade... Portanto, Identidade está sempre relacionada a idéia de alteridade, ou seja, é necessário existir o outro e seus caracteres para definir por comparação e diferença com os caracteres pelos quais me identifico
Nossa identidade, e muito menos nossa auto estima não estão vinculados a esta festa e a todos os inconiventes que ela trará para a região. Nossa identidade deve estar vinculada a uma cidade bem administrada, ordeira, com serviços disponíveis e direito garantido para todos. Nossa auto estima como cidadãos virá quando houver orgulho em nós ao mencionarmos que em Jaboatão se vive em paz, com  os serviços disponíveis e onde o respeito à Lei é garantido.
Os organizadores chegaram a afirmar em matéria ao JC , não encontrada por nós no momento que “os incomodados que se mudem, que façam como se faz em Olinda se retirando da cidade ou alugando suas casas”. Afirmaram ainda que mais da metade , cerca de 67% da população apoia a festa. Mas o que isso significa? Que os demais 33% terão seus direitos cerceados pela maioria? Nos termos da lei isso não se aplica em nenhuma circunstância. Direito é direito.
No corredor da festa existem 5 igrejas cristãs com celebrações regulares no sábado e no domingo . As mesmas estarão impedidas de realizar essas celebrações pelos transtornos que a festa causará e pelo cerceamento do direito de ir e vir além do direito de culto garantido pela constituição federal. Atentem para a Carta Magna Conforme o ART. 5º da Constituição Federal Brasileira de 1988, os direitos individuais.
Art. 5º, XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;
Art.5º, VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias;
Nós do Conselho de pastores de Jaboatão dos Guararapes nos juntamos à parcela indignada da população pela maneira arbitrária e ilegal que esta festa está sendo anunciada e pretende ser realizada. Representamos milhares de pessoas de diferentes denominações cristãos e nos associamos aos católicos desta região que terão da mesma forma seus direitos cerceados.
Temos um compromisso de sermos parceiros do poder público nas ações que beneficiem a população em geral, mas temos o compromisso  com Deus, com nosso povo e com nossas consciências de manter a integridade ética, moral e cidadã.
         
            Conselho de Pastores de Jaboatão dos Guararapes
                            03 de Setembro de 2011
              

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

todos iguais?

Há uma tendência nos dias de hoje ao comportamento politicamente correto, em tese, isso não é nada demais. No entanto tem se transformado numa maneira equivocada de não se emitir opinião, de não se opinar mais sobre o que é certo ou  o que é errado. Relativismo puro, o que é um mal. Por isso, afirme suas posições, manifeste sua opinião, seja você mesmo e não queira simplesmente ser igual aos outros por receio de não ser aceito em um determinado grupo ou taxado de algo que lhe incomoda. Já se foi o tempo em que os adolescentes fumavam para serem homens e que as pessoas diziam o que se quer ouvir para serem aceitas. Afinal de contas, nada substitui a sua autenticidade. e ser cristão, muitas vezes é remar contra um forte corrente desses tempos.

sábado, 17 de setembro de 2011

video

No ultimo domingo discutimos na PAES sobre o Avivamento. E entendemos que ele acontece quando cada cristão toma sua posição diante da sociedade e faz a diferença que lhe cabe. Mas assista esse interessante video sobre as visões que Deus deu a estes homens. Tomando posição, trazemos o avivamento.
O video lamentavelmente está em inglês.
Deus abençoe a todos
Miguel

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Encerramento do Cursilho Feminino PAES 28.08.11

video

O Cursilho é um movimento de igreja que procura mostrar a razão da existência, a fragilidade de nossos projetos apenas pessoais e acima de tudo, o amor de Deus como Pai. É uma ponte para o início, ou aprofundamento de uma espiritualidade centrada em Cristo e em Suas palavras. Sou grato a Deus por esse moviemento. E fico muito feliz quando vejo mais igrejas usando desse recurso. No video, o encerramento de nosso ultimo Cursilho Feminino.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Contra o desperdício de talentos

ENTREVISTA - LEANDRO VIEIRA
Mestre em administração pela UFRGS
Certificado de empreendedorismo pela Universidade Harvard Business School
http://www.administradores.com.br/home/leandrovieira/
textovideofotoaudio
Os gênios americanos criam empresas fantásticas que mudam os rumos da humanidade. Os gênios brasileiros passam em concursos públicos.” Com a frase de efeito e dois artigos, o paraibano Leandro Vieira, mestre em administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e certificado em Empreendedorismo pela Harvard Business School, gerou polêmica na internet. Ele critica milhões de brasileiros que sonham com um emprego público. Afeito a frases fortes, reforça a mensagem na entrevista ao repórter Giovanni Sandes, do JC. Em tom de brincadeira, diz até que um Bill Gates brasileiro seria juiz federal ou desembargador. Ainda assim, reconhece que o setor público oferece melhores incentivos. Mas alerta para os danos à coletividade de se colocar gente sem talento ou vocação no Estado e também para o desperdício de tempo de milhões de concurseiros que não conseguirão uma das milhares de vagas dos concursos. Para ele, as empresas carecem de inovação pelo desperdício de talentos no setor público. A solução virá quando mercado e universidades se entenderem.
JC – Muita gente opta pelo serviço público de olho em remunerações altas e uma carga horária menor do que a média da iniciativa privada. Essas pessoas estão erradas por buscar mais conforto?
LEANDRO VIEIRA – Do ponto de vista individual, estão mais do que certas. Se somos movidos a incentivos, não poderiam existir incentivos melhores. Do ponto de vista coletivo, a perda é enorme. Estamos falando de gente capacitada, bem educada, inteligente, com a capacidade de se debruçar sobre os mais variados problemas que enfrentamos no Brasil. Mas que muitas vezes estão alocadas em cargos que exigem muito pouco de seu potencial.
JC – O emprego público, e não a profissão, a ocupação, virou um fim, uma meta por si só?
LEANDRO VIEIRA – Parece que sim. Há pouco respondi o comentário de uma leitora de meu artigo “Os concurseiros e o desperdício de talentos”. Ela, funcionária pública, gabava-se que o seu emprego lhe proporcionava muitos benefícios. Dentre eles, (um bônus de) 80% do valor de seu curso de MBA que, segundo ela, estava cursando para ter um incremento em seus vencimentos. O seu emprego, dizia ela, era tão bom que lhe proporcionava tempo para poder estudar para outros concursos. Quer dizer: a pós-graduação não é para que ela possa adquirir novos conhecimentos, novas habilidades que lhe permitam desenvolver melhor o seu trabalho, e sim para receber um aumento. Não importa qual a função, nem a relevância do papel que desempenha, e sim as facilidades que o Estado lhe proporciona.
JC – Qual o dano à coletividade quando alguém sem vocação ou interesse em uma carreira assume um cargo público específico?
LEANDRO VIEIRA – Existe um dano duplo. O primeiro é que exercer uma função sem o menor talento ou vocação implica em fazer as coisas de qualquer jeito, sem motivação – o que pode ser, inclusive, um primeiro passo para uma depressão. Em seu íntimo, o indivíduo sabe que não nasceu para aquele trabalho e passa a não ver sentido nas tarefas que desempenha. Dependendo do cargo que ocupe, isso pode ocasionar prejuízos enormes às vidas de outras pessoas, principalmente quando o funcionário público passa a colocar o cumprimento das rotinas burocráticas como o fim de seu trabalho e não como o meio. O segundo dano é justamente a perda da vocação da pessoa, o desperdício do talento. Você já parou para pensar em quantas pessoas poderiam fazer a diferença fazendo aquilo que nasceram para fazer e abriram mão de seus sonhos em busca de estabilidade, segurança e demais benefícios dos cargos públicos?
JC – Uma questão que parece preocupante é haver gente demais buscando emprego público, diante de uma oferta de vagas desproporcional ao número de concurseiros. O que deve acontecer com esse pessoal “excedente”, que não será aprovado em um desses concursos?
LEANDRO VIEIRA – Em 2007, a revista Veja estampou em uma capa que 5 milhões de pessoas prestariam concurso público naquele ano. Este mês, a mesma revista dedicou mais uma capa ao assunto. Em 2011, o número de candidatos pulou para 12 milhões. Mais do que dobramos o número de candidatos em apenas quatro anos. A oferta de vagas é muito pequena com relação ao número cada vez maior de candidatos. E outra: o Estado tem um limite. Se já não passamos dele, estamos muito próximos. Me preocupo muito com esse pessoal excedente. Muitos candidatos dedicam sua vida exclusivamente a essa rotina de estudo, provas, estudo, provas. Ao mesmo tempo em que se preparam continuamente para suas provas de marcar x, deixam de desenvolver as habilidades e competências necessárias no mercado. Quando se derem conta de que estão perdendo tempo, poderá ser tarde demais.
JC – O senhor disse em artigo que: “Os gênios americanos criam empresas fantásticas que mudam os rumos da humanidade. Os gênios brasileiros passam em concursos públicos”. O gênio brasileiro, o do concurso público, é conservador, prefere não arriscar a inovação por causa do risco?
LEANDRO VIEIRA – Essa frase causou muita polêmica na internet. Mas, de fato, não é qualquer um que é agraciado com a aprovação em um concurso. Dentre esses milhões de candidatos, passam apenas os mais preparados, gente realmente inteligente que poderia fazer a diferença do outro lado do balcão. Costumo dizer que o oásis do serviço público brasileiro é tão atraente que, se Bill Gates tivesse nascido no Brasil, seria juiz federal ou desembargador (risos). O que é contraditório nessa busca obsessiva por estabilidade é que muita gente não se dá conta de que está pondo em risco a sua vida profissional. Mas, de fato, o brasileiro é, no geral, um povo conservador. Nossa história de altos e baixos, os grandes períodos de instabilidade econômica e outros aspectos próprios de nossa cultura acabam criando uma necessidade maior de segurança, de estabilidade.
JC – Nesse aspecto, existe uma inversão de valores no Brasil?
LEANDRO VIEIRA – Sim, totalmente. O empreendedor por aqui é mal visto. Ele é encarado como o sujeito que não teve preparo ou força de vontade para passar em um concurso público. De nove em dez novelas da Globo, é retratado como o sujeito sem escrúpulos, explorador e que passa por cima de todos para atingir seus objetivos. Entretanto, é a iniciativa privada que leva o Brasil nas costas. As regras do jogo para essa turma são as mais complicadas que podem existir. Estamos na 127ª posição no ranking mundial com relação à facilidade de se fazer negócios (dado de um relatório produzido todos os anos pelo Banco Mundial, chamado Doing Business). Diante de tantas dificuldades, de fato, é muito mais atraente trabalhar para o Estado do que assumir os riscos de se colocar um negócio ou trabalhar para uma empresa, que navega em águas sempre turbulentas.
JC – O setor público no Brasil só cresce. Isso ocorre por causa de ineficiência do Estado?
LEANDRO VIEIRA – O Estado é uma entidade abstrata. A ineficiência é de nossos administradores públicos, se é que podemos chamá-los assim. Mas não é só isso. Sei que temos várias pessoas capacitadas, cientes e com a real visão do problema. A questão é: como mudar essa situação? O sistema burocrático é um organismo vivo, com autodefesas muito fortes. Qualquer agente de mudança é expurgado rapidamente do sistema, pois a sua atuação é vista como ameaça aos privilégios existentes.
JC – Temos excesso de órgãos públicos? Muita gente reclama que alguns “existem para justificar sua existência”.
LEANDRO VIEIRA – Sim. Sei de casos de repartições que não têm nem espaço físico para comportar o seu próprio número de funcionários. Temos órgãos públicos em excesso e, o que é pior, gente em excesso nesses órgãos que já são demais. E não podemos esquecer os cargos de comissão, outro absurdo que deveria ser imediatamente revisto.
JC – Muitos governos, como o de Pernambuco, criaram o cargo de gestor público para concursados. A função seria para um planejador do Estado. Essa não seria uma forma de aproveitar “nossos gênios” na esfera pública?
LEANDRO VIEIRA – É uma iniciativa louvável, mas não sei, sinceramente, se conseguirão atrair as pessoas com o perfil adequado. O processo de seleção de qualquer concurso público é justo na medida do possível, mas totalmente falho no objetivo de selecionar o melhor profissional para determinada função. Não se consegue avaliar a real capacidade de alguém com provinhas de marcar x.
JC – Mas não é muito fácil concentrar o debate nos concurseiros e no setor público? As empresas também não têm culpa?
LEANDRO VIEIRA – Lógico que têm. No geral, nossas empresas são muito mal administradas. São tocadas por pessoas sem a menor noção de como se administra um negócio, que aprendem a maior parte das lições no tapa. Porém, quem dita as regras do jogo? Quem está por trás da manutenção de uma das maiores cargas tributárias do mundo? Quem é que cria leis absurdas e entraves burocráticos terríveis que dificultam a já difícil vida de nossas empresas? Tenho absoluta convicção de que se as regras do jogo fossem mais fáceis para o setor privado, não haveria um êxodo tão grande em busca da terra prometida no setor público. Inclusive, as melhores empresas para se trabalhar no Brasil – apontadas em rankings como os elaborados pelas revistas Exame e Época Negócios – já criaram ambientes e situações de trabalho muito melhores que os de qualquer repartição pública, superando muitas vezes os benefícios normalmente concedidos pelo Estado. A única diferença é que não existe esse monstro chamado estabilidade. Você tem que dar resultado e essa premissa básica é que mantém todo mundo em movimento, buscando sempre melhorar.
JC – A iniciativa privada brasileira investe muito menos em pesquisa e desenvolvimento do que aquelas em outros países. Com a migração de cérebros para o setor público, estamos vivendo um “apagão” de inteligência no Brasil?
LEANDRO VIEIRA – Sem dúvidas. Quantos Bill Gates já não devemos ter enterrado em alguns desses gabinetes?
JC – Nesses outros países, uma grande saída para inovar é aproximar universidades e empresas. Por que isso não acontece com mais intensidade no Brasil?
LEANDRO VIEIRA – Essa é outra peculiaridade da nossa cultura que deve ser revista e mudada o quanto antes. A academia brasileira costuma torcer o nariz para o mercado, vai ver pelo mesmo motivo que a novela retrata o empresário como bandido, o lucro como pecado. É uma visão distorcida da realidade. O mercado, por sua vez, passa a enxergar a academia como feudo, um reduto de intelectuais isolados com suas teorias, longe da realidade. Só quando academia e mercado se entenderem poderemos dar um salto em direção ao futuro. Gostaria apenas de registrar que existem muitas instituições no Brasil que já acordaram para essa necessidade e têm gerado resultados de impacto mundial em termos de inovação e avanços tecnológicos, como o Cesar (sigla do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), para citar um exemplo próximo.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Que geração é essa? celebração de 15 anos da PAES Juventude

  
1.               Ausência de valores
A geração X, considerada aquela que nasceu após a II grande guerra, viveu uma época de grandes ideais. Surgiu o movimento hippie nos EUA, luta por paz e amor. Mas acima de tudo, houve um ideal por detrás de tudo isso. Havia suporte ideológico se é que me entendem?
Se curtíamos a música curtíamos porque ela falava de amor, mas falava de liberdade, de luta contra o arbítrio, ditadura etc. Havia conteúdo ideológico nas canções, na literatura, no humor.
A geração Y, considerada a atual geração jovem, vive sob a bandeira do sucesso e o Lema é praticamente esse “eu quero me dar bem”. Praticamente inexiste conteúdo ideológico ou valores que sustentam essa geração. Talvez a ultima atitude dessa geração que teve um sopro de ideologia e mesmo assim questionável, foi o movimento dos caras pintadas! Você não vai achar outro!
A musica que se escuta tem em boa parte das vezes apenas um sonido que motiva um rebolado, as mãozinhas levantadas parecem mais que pedem socorro do que estejam dispostas a agir de alguma forma.
Existe muita coisa sendo feita para essa geração na tentativa de imprimir um conteúdo ideológico, ecologicamente correto etc., mas isso, via de regra não é promovido pela geração Y, ainda é promovido pela geração X envelhecida e que tenta empurrar essa geração em outra direção.
A marca dessa geração Y é o consumismo. Uma pesquisa realizada na UNESPE por Loriza Lacerda e Maira Escovar. Mostrou que existe um conflito no que diz respeito ao que se aprendeu “seja você” e o que lhe foi imposto “seja como nós”. A ausência de identidade e a padronização de comportamentos levam a essa realidade.


A geração Z, talvez a de alguns de vocês e com certeza de seus filhos, se projeta para ser algo indefinidamente egoísta, a competitividade aumentará e a probabilidade é de ser uma geração ainda mais alienada de valores, sejam eles morais, sociais, políticos.
2.               A cauterização da mente
Pela ausência de interesse na leitura, informativa. Lê-se muito Harry Potter, Crepúsculo etc., mas pouquíssimo ou quase nada de jornal, revistas e livros de conteúdo formativo e de certa forma e no bom sentido, ideológico. Essa ausência, leva o jovem a se tornar literalmente um alienado de seu mundo. Alienação não é uma palavra pejorativa, é real. Ninguém gosta de ser chamado de alienado, mas a maioria da juventude caminha nessa direção.
Existe muita informação mas pouco conhecimento e a internet ajuda nisso, mas a busca é muito grande por futilidades ou aspectos de interesse pessoal que levem ao sucesso. O limite do interesse se encerra no sucesso pessoal, cheguei lá, e isso basta.
Essa geração Y cresceu sob a influência da geração X no sentido de ter herdado de sua época a valorização da lei da vantagem. Não que a geração X tenha defendido isso, mas surgiu nessa época por conta de uma propaganda de TV que tinha como protagonista um homem conhecidamente integro, mas que deu nome a essa lei chamada a “lei de Gerson”
3.               Relativização de tudo
Para a geração Y, ser a favor é UP ser contra é DOWN, assim eu sou a favor de todas as causas desde que não mexam comigo.  Não me posiciono, veja a gravidade disso. A ausência de tomada de posição. Tudo é valido por que tudo é normal. É aqui que entra o papel de uma mídia corrompida e interesseira em apenas comunicar, não interessa o quê. O que importa são os pontos no ibope.
Assim surgem os programas de humor, uns inteligentes e outros apenas alienados e apelativos. Daí surge a ausência de opinião. “ O que você acha disso?” “ não sei, não me diz respeito” Perceba a arapuca que é isso. Eu não me pronuncio porque não tem nada a ver comigo e gero uma sociedade extremamente permissiva que meus filhos e netos vão herdar. Não há mais uma posição a respeito de valores morais, eles foram colocados todos no âmbito do foro íntimo.
O politicamente correto é a cédula de valor, assim essa geração não se posiciona moralmente, (porque não recebe valores) socialmente (porque é desinformada), politicamente (porque é alienada)
4.                E o Futuro?
Na perspectiva social, há uma tendência ao crescimento do individualismo, do consumismo, da ainda maior ausência de ideais etc. Podemos estar criando uma geração muito mais difícil do que atual. O socialmente correto, é correto porque promove, assim surgem as empresas que “investem” em ações sociais, mas que de longe mostram interesse em de fato mudar alguma coisa. Não acredito que uma grande empresa tabagista tenha interesse em promover ações na área da saúde pública.
Na perspectiva cristã, eis a nossa luta, e nosso grande desafio, nosso campo de batalha. Levar essa geração a ser mais fincada em cima de valores morais, mais informada no que diz respeito ao seu meio e mais atuante na vida da sociedade.
O evangelho entra aí como uma proposta equilibrada moralmente, motivadora socialmente e formadora de opinião politicamente.
Se você me perguntar qual é a sua visão para o futuro no que diz respeito à juventude eu posso responder longamente com muitos exemplos etc. e posso simplesmente lhe apresentar a declaração de missão de minha comunidade cristã.
Meu desejo se completaria se cada um dos jovens dessa igreja entendesse e assumisse para si essa declaração.


“Ser uma comunidade cristã, guiada pelo Espírito Santo e comprometida a: Adorar a Deus e Expandir a igreja de Jesus Cristo; viver como uma família em amor; solidificar-se na Palavra de Deus; e ser agente de transformação na sociedade”