segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Encerramento do Cursilho Feminino PAES 28.08.11

video

O Cursilho é um movimento de igreja que procura mostrar a razão da existência, a fragilidade de nossos projetos apenas pessoais e acima de tudo, o amor de Deus como Pai. É uma ponte para o início, ou aprofundamento de uma espiritualidade centrada em Cristo e em Suas palavras. Sou grato a Deus por esse moviemento. E fico muito feliz quando vejo mais igrejas usando desse recurso. No video, o encerramento de nosso ultimo Cursilho Feminino.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Contra o desperdício de talentos

ENTREVISTA - LEANDRO VIEIRA
Mestre em administração pela UFRGS
Certificado de empreendedorismo pela Universidade Harvard Business School
http://www.administradores.com.br/home/leandrovieira/
textovideofotoaudio
Os gênios americanos criam empresas fantásticas que mudam os rumos da humanidade. Os gênios brasileiros passam em concursos públicos.” Com a frase de efeito e dois artigos, o paraibano Leandro Vieira, mestre em administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e certificado em Empreendedorismo pela Harvard Business School, gerou polêmica na internet. Ele critica milhões de brasileiros que sonham com um emprego público. Afeito a frases fortes, reforça a mensagem na entrevista ao repórter Giovanni Sandes, do JC. Em tom de brincadeira, diz até que um Bill Gates brasileiro seria juiz federal ou desembargador. Ainda assim, reconhece que o setor público oferece melhores incentivos. Mas alerta para os danos à coletividade de se colocar gente sem talento ou vocação no Estado e também para o desperdício de tempo de milhões de concurseiros que não conseguirão uma das milhares de vagas dos concursos. Para ele, as empresas carecem de inovação pelo desperdício de talentos no setor público. A solução virá quando mercado e universidades se entenderem.
JC – Muita gente opta pelo serviço público de olho em remunerações altas e uma carga horária menor do que a média da iniciativa privada. Essas pessoas estão erradas por buscar mais conforto?
LEANDRO VIEIRA – Do ponto de vista individual, estão mais do que certas. Se somos movidos a incentivos, não poderiam existir incentivos melhores. Do ponto de vista coletivo, a perda é enorme. Estamos falando de gente capacitada, bem educada, inteligente, com a capacidade de se debruçar sobre os mais variados problemas que enfrentamos no Brasil. Mas que muitas vezes estão alocadas em cargos que exigem muito pouco de seu potencial.
JC – O emprego público, e não a profissão, a ocupação, virou um fim, uma meta por si só?
LEANDRO VIEIRA – Parece que sim. Há pouco respondi o comentário de uma leitora de meu artigo “Os concurseiros e o desperdício de talentos”. Ela, funcionária pública, gabava-se que o seu emprego lhe proporcionava muitos benefícios. Dentre eles, (um bônus de) 80% do valor de seu curso de MBA que, segundo ela, estava cursando para ter um incremento em seus vencimentos. O seu emprego, dizia ela, era tão bom que lhe proporcionava tempo para poder estudar para outros concursos. Quer dizer: a pós-graduação não é para que ela possa adquirir novos conhecimentos, novas habilidades que lhe permitam desenvolver melhor o seu trabalho, e sim para receber um aumento. Não importa qual a função, nem a relevância do papel que desempenha, e sim as facilidades que o Estado lhe proporciona.
JC – Qual o dano à coletividade quando alguém sem vocação ou interesse em uma carreira assume um cargo público específico?
LEANDRO VIEIRA – Existe um dano duplo. O primeiro é que exercer uma função sem o menor talento ou vocação implica em fazer as coisas de qualquer jeito, sem motivação – o que pode ser, inclusive, um primeiro passo para uma depressão. Em seu íntimo, o indivíduo sabe que não nasceu para aquele trabalho e passa a não ver sentido nas tarefas que desempenha. Dependendo do cargo que ocupe, isso pode ocasionar prejuízos enormes às vidas de outras pessoas, principalmente quando o funcionário público passa a colocar o cumprimento das rotinas burocráticas como o fim de seu trabalho e não como o meio. O segundo dano é justamente a perda da vocação da pessoa, o desperdício do talento. Você já parou para pensar em quantas pessoas poderiam fazer a diferença fazendo aquilo que nasceram para fazer e abriram mão de seus sonhos em busca de estabilidade, segurança e demais benefícios dos cargos públicos?
JC – Uma questão que parece preocupante é haver gente demais buscando emprego público, diante de uma oferta de vagas desproporcional ao número de concurseiros. O que deve acontecer com esse pessoal “excedente”, que não será aprovado em um desses concursos?
LEANDRO VIEIRA – Em 2007, a revista Veja estampou em uma capa que 5 milhões de pessoas prestariam concurso público naquele ano. Este mês, a mesma revista dedicou mais uma capa ao assunto. Em 2011, o número de candidatos pulou para 12 milhões. Mais do que dobramos o número de candidatos em apenas quatro anos. A oferta de vagas é muito pequena com relação ao número cada vez maior de candidatos. E outra: o Estado tem um limite. Se já não passamos dele, estamos muito próximos. Me preocupo muito com esse pessoal excedente. Muitos candidatos dedicam sua vida exclusivamente a essa rotina de estudo, provas, estudo, provas. Ao mesmo tempo em que se preparam continuamente para suas provas de marcar x, deixam de desenvolver as habilidades e competências necessárias no mercado. Quando se derem conta de que estão perdendo tempo, poderá ser tarde demais.
JC – O senhor disse em artigo que: “Os gênios americanos criam empresas fantásticas que mudam os rumos da humanidade. Os gênios brasileiros passam em concursos públicos”. O gênio brasileiro, o do concurso público, é conservador, prefere não arriscar a inovação por causa do risco?
LEANDRO VIEIRA – Essa frase causou muita polêmica na internet. Mas, de fato, não é qualquer um que é agraciado com a aprovação em um concurso. Dentre esses milhões de candidatos, passam apenas os mais preparados, gente realmente inteligente que poderia fazer a diferença do outro lado do balcão. Costumo dizer que o oásis do serviço público brasileiro é tão atraente que, se Bill Gates tivesse nascido no Brasil, seria juiz federal ou desembargador (risos). O que é contraditório nessa busca obsessiva por estabilidade é que muita gente não se dá conta de que está pondo em risco a sua vida profissional. Mas, de fato, o brasileiro é, no geral, um povo conservador. Nossa história de altos e baixos, os grandes períodos de instabilidade econômica e outros aspectos próprios de nossa cultura acabam criando uma necessidade maior de segurança, de estabilidade.
JC – Nesse aspecto, existe uma inversão de valores no Brasil?
LEANDRO VIEIRA – Sim, totalmente. O empreendedor por aqui é mal visto. Ele é encarado como o sujeito que não teve preparo ou força de vontade para passar em um concurso público. De nove em dez novelas da Globo, é retratado como o sujeito sem escrúpulos, explorador e que passa por cima de todos para atingir seus objetivos. Entretanto, é a iniciativa privada que leva o Brasil nas costas. As regras do jogo para essa turma são as mais complicadas que podem existir. Estamos na 127ª posição no ranking mundial com relação à facilidade de se fazer negócios (dado de um relatório produzido todos os anos pelo Banco Mundial, chamado Doing Business). Diante de tantas dificuldades, de fato, é muito mais atraente trabalhar para o Estado do que assumir os riscos de se colocar um negócio ou trabalhar para uma empresa, que navega em águas sempre turbulentas.
JC – O setor público no Brasil só cresce. Isso ocorre por causa de ineficiência do Estado?
LEANDRO VIEIRA – O Estado é uma entidade abstrata. A ineficiência é de nossos administradores públicos, se é que podemos chamá-los assim. Mas não é só isso. Sei que temos várias pessoas capacitadas, cientes e com a real visão do problema. A questão é: como mudar essa situação? O sistema burocrático é um organismo vivo, com autodefesas muito fortes. Qualquer agente de mudança é expurgado rapidamente do sistema, pois a sua atuação é vista como ameaça aos privilégios existentes.
JC – Temos excesso de órgãos públicos? Muita gente reclama que alguns “existem para justificar sua existência”.
LEANDRO VIEIRA – Sim. Sei de casos de repartições que não têm nem espaço físico para comportar o seu próprio número de funcionários. Temos órgãos públicos em excesso e, o que é pior, gente em excesso nesses órgãos que já são demais. E não podemos esquecer os cargos de comissão, outro absurdo que deveria ser imediatamente revisto.
JC – Muitos governos, como o de Pernambuco, criaram o cargo de gestor público para concursados. A função seria para um planejador do Estado. Essa não seria uma forma de aproveitar “nossos gênios” na esfera pública?
LEANDRO VIEIRA – É uma iniciativa louvável, mas não sei, sinceramente, se conseguirão atrair as pessoas com o perfil adequado. O processo de seleção de qualquer concurso público é justo na medida do possível, mas totalmente falho no objetivo de selecionar o melhor profissional para determinada função. Não se consegue avaliar a real capacidade de alguém com provinhas de marcar x.
JC – Mas não é muito fácil concentrar o debate nos concurseiros e no setor público? As empresas também não têm culpa?
LEANDRO VIEIRA – Lógico que têm. No geral, nossas empresas são muito mal administradas. São tocadas por pessoas sem a menor noção de como se administra um negócio, que aprendem a maior parte das lições no tapa. Porém, quem dita as regras do jogo? Quem está por trás da manutenção de uma das maiores cargas tributárias do mundo? Quem é que cria leis absurdas e entraves burocráticos terríveis que dificultam a já difícil vida de nossas empresas? Tenho absoluta convicção de que se as regras do jogo fossem mais fáceis para o setor privado, não haveria um êxodo tão grande em busca da terra prometida no setor público. Inclusive, as melhores empresas para se trabalhar no Brasil – apontadas em rankings como os elaborados pelas revistas Exame e Época Negócios – já criaram ambientes e situações de trabalho muito melhores que os de qualquer repartição pública, superando muitas vezes os benefícios normalmente concedidos pelo Estado. A única diferença é que não existe esse monstro chamado estabilidade. Você tem que dar resultado e essa premissa básica é que mantém todo mundo em movimento, buscando sempre melhorar.
JC – A iniciativa privada brasileira investe muito menos em pesquisa e desenvolvimento do que aquelas em outros países. Com a migração de cérebros para o setor público, estamos vivendo um “apagão” de inteligência no Brasil?
LEANDRO VIEIRA – Sem dúvidas. Quantos Bill Gates já não devemos ter enterrado em alguns desses gabinetes?
JC – Nesses outros países, uma grande saída para inovar é aproximar universidades e empresas. Por que isso não acontece com mais intensidade no Brasil?
LEANDRO VIEIRA – Essa é outra peculiaridade da nossa cultura que deve ser revista e mudada o quanto antes. A academia brasileira costuma torcer o nariz para o mercado, vai ver pelo mesmo motivo que a novela retrata o empresário como bandido, o lucro como pecado. É uma visão distorcida da realidade. O mercado, por sua vez, passa a enxergar a academia como feudo, um reduto de intelectuais isolados com suas teorias, longe da realidade. Só quando academia e mercado se entenderem poderemos dar um salto em direção ao futuro. Gostaria apenas de registrar que existem muitas instituições no Brasil que já acordaram para essa necessidade e têm gerado resultados de impacto mundial em termos de inovação e avanços tecnológicos, como o Cesar (sigla do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), para citar um exemplo próximo.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Que geração é essa? celebração de 15 anos da PAES Juventude

  
1.               Ausência de valores
A geração X, considerada aquela que nasceu após a II grande guerra, viveu uma época de grandes ideais. Surgiu o movimento hippie nos EUA, luta por paz e amor. Mas acima de tudo, houve um ideal por detrás de tudo isso. Havia suporte ideológico se é que me entendem?
Se curtíamos a música curtíamos porque ela falava de amor, mas falava de liberdade, de luta contra o arbítrio, ditadura etc. Havia conteúdo ideológico nas canções, na literatura, no humor.
A geração Y, considerada a atual geração jovem, vive sob a bandeira do sucesso e o Lema é praticamente esse “eu quero me dar bem”. Praticamente inexiste conteúdo ideológico ou valores que sustentam essa geração. Talvez a ultima atitude dessa geração que teve um sopro de ideologia e mesmo assim questionável, foi o movimento dos caras pintadas! Você não vai achar outro!
A musica que se escuta tem em boa parte das vezes apenas um sonido que motiva um rebolado, as mãozinhas levantadas parecem mais que pedem socorro do que estejam dispostas a agir de alguma forma.
Existe muita coisa sendo feita para essa geração na tentativa de imprimir um conteúdo ideológico, ecologicamente correto etc., mas isso, via de regra não é promovido pela geração Y, ainda é promovido pela geração X envelhecida e que tenta empurrar essa geração em outra direção.
A marca dessa geração Y é o consumismo. Uma pesquisa realizada na UNESPE por Loriza Lacerda e Maira Escovar. Mostrou que existe um conflito no que diz respeito ao que se aprendeu “seja você” e o que lhe foi imposto “seja como nós”. A ausência de identidade e a padronização de comportamentos levam a essa realidade.


A geração Z, talvez a de alguns de vocês e com certeza de seus filhos, se projeta para ser algo indefinidamente egoísta, a competitividade aumentará e a probabilidade é de ser uma geração ainda mais alienada de valores, sejam eles morais, sociais, políticos.
2.               A cauterização da mente
Pela ausência de interesse na leitura, informativa. Lê-se muito Harry Potter, Crepúsculo etc., mas pouquíssimo ou quase nada de jornal, revistas e livros de conteúdo formativo e de certa forma e no bom sentido, ideológico. Essa ausência, leva o jovem a se tornar literalmente um alienado de seu mundo. Alienação não é uma palavra pejorativa, é real. Ninguém gosta de ser chamado de alienado, mas a maioria da juventude caminha nessa direção.
Existe muita informação mas pouco conhecimento e a internet ajuda nisso, mas a busca é muito grande por futilidades ou aspectos de interesse pessoal que levem ao sucesso. O limite do interesse se encerra no sucesso pessoal, cheguei lá, e isso basta.
Essa geração Y cresceu sob a influência da geração X no sentido de ter herdado de sua época a valorização da lei da vantagem. Não que a geração X tenha defendido isso, mas surgiu nessa época por conta de uma propaganda de TV que tinha como protagonista um homem conhecidamente integro, mas que deu nome a essa lei chamada a “lei de Gerson”
3.               Relativização de tudo
Para a geração Y, ser a favor é UP ser contra é DOWN, assim eu sou a favor de todas as causas desde que não mexam comigo.  Não me posiciono, veja a gravidade disso. A ausência de tomada de posição. Tudo é valido por que tudo é normal. É aqui que entra o papel de uma mídia corrompida e interesseira em apenas comunicar, não interessa o quê. O que importa são os pontos no ibope.
Assim surgem os programas de humor, uns inteligentes e outros apenas alienados e apelativos. Daí surge a ausência de opinião. “ O que você acha disso?” “ não sei, não me diz respeito” Perceba a arapuca que é isso. Eu não me pronuncio porque não tem nada a ver comigo e gero uma sociedade extremamente permissiva que meus filhos e netos vão herdar. Não há mais uma posição a respeito de valores morais, eles foram colocados todos no âmbito do foro íntimo.
O politicamente correto é a cédula de valor, assim essa geração não se posiciona moralmente, (porque não recebe valores) socialmente (porque é desinformada), politicamente (porque é alienada)
4.                E o Futuro?
Na perspectiva social, há uma tendência ao crescimento do individualismo, do consumismo, da ainda maior ausência de ideais etc. Podemos estar criando uma geração muito mais difícil do que atual. O socialmente correto, é correto porque promove, assim surgem as empresas que “investem” em ações sociais, mas que de longe mostram interesse em de fato mudar alguma coisa. Não acredito que uma grande empresa tabagista tenha interesse em promover ações na área da saúde pública.
Na perspectiva cristã, eis a nossa luta, e nosso grande desafio, nosso campo de batalha. Levar essa geração a ser mais fincada em cima de valores morais, mais informada no que diz respeito ao seu meio e mais atuante na vida da sociedade.
O evangelho entra aí como uma proposta equilibrada moralmente, motivadora socialmente e formadora de opinião politicamente.
Se você me perguntar qual é a sua visão para o futuro no que diz respeito à juventude eu posso responder longamente com muitos exemplos etc. e posso simplesmente lhe apresentar a declaração de missão de minha comunidade cristã.
Meu desejo se completaria se cada um dos jovens dessa igreja entendesse e assumisse para si essa declaração.


“Ser uma comunidade cristã, guiada pelo Espírito Santo e comprometida a: Adorar a Deus e Expandir a igreja de Jesus Cristo; viver como uma família em amor; solidificar-se na Palavra de Deus; e ser agente de transformação na sociedade”



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

15 anos, parece que foi ontem?


Parece que foi ontem!

Isso já se tornou jargão quando se fala do passado, mas sinceramente, para mim e para muitos não parece que foi ontem. Entre aquele 22 de Maio de 1996 e este 22 de Maio de 2011, muitas aguas passaram por debaixo dessa ponte e nunca poderia ser como a virada de um dia para o outro, jamais. Estes 15 anos tem registrados uma história de milhares de vidas que aqui viveram os mais relevantes momentos de suas vidas, sejam perdas ou ganhos, bênçãos ou lutas, batalhas incontáveis, dificuldades insistentes, vitórias aparentemente impossíveis, milagres de todo tipo, vidas restauradas famílias refeitas, vícios abandonados, consolo presente e, salvação acima de tudo... Muita gente nesses 15 anos teve a PAES como seu trampolim para a eternidade com Deus e isso nos faz muito felizes.
Vim para esse local com minha família e um pequeno grupo de abnegados de fé e sinceramente sem saber o que nos aguardava senão a certeza de que Deus tinha um plano. Hoje anos depois e não parecendo que foi ontem, posso contar praticamente todos os dias e o que cada um deles trouxe para minha vida e a vida de todos nós. Vejo o quanto a mão de Deus tem estado sobre nós. Mas quero olhar para frente, quero vislumbrar o futuro, quero pensar ainda maior e como não gosto de sonhar exponho aqui meu desejo: quero ver uma igreja cada vez mais atuante, ciente dos propósitos de Deus e de seu papel na sociedade, quero ver se multiplicar o espírito de conquista de vidas perseguidas pelo inimigo devorador, desejo ver as células crescendo e a comunhão sendo mais e mais eficaz, quero ter a alegria de ver um povo de valores éticos inquestionáveis, quero ver uma igreja que entende de mordomia e que compreende que dar é mais abençoador do que receber, anelo por uma igreja que seja generosa, dizimista, para que os recursos necessários para a obra cheguem e esta seja realizada à altura do chamado que temos e assim possamos cumprir nosso papel.
São 15 anos, mas são cerca de 5.500 dias vividos um por um com paixão e dedicação, com lagrimas e júbilo e sinceramente não parece que foi ontem, pois assim estaria jogando fora 5499 dias de muito aprendizado.
Quabndo me perguntam "qual sua visão para o futuro?" eu simplesmente digo: que cada um de nós compreenda a nossa missão:

SER UMA COMUNIDADE CRISTÃ GUIADA PELO ESPÍRITO SANTO E COMPROMETIDA A: ADORAR A DEUS E EXPANDIR A IGREJA DE JESUS CRISTO; VIVER COMO UMA FAMÍLIA EM AMOR;SOLIDIFICAR-SE NA PALAVRA DE DEUS E SER AGENTES DE TRANSFORMAÇÃO NA SOCIEDADE

Que estes próximos anos sejam de mais crescimento e expansão e que tudo seja feito para a honra e a glória de Deus, tendo nossas vidas como instrumentos.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A Corrupção não tem Partido, Religião, nem Misericórdia

A alma humana não é algo simples de se compreender. A lógica, o óbvio nem sempre estão associados à direção que nosso ser interior toma. A bíblia nos admoesta: Quem guarda o mandamento guarda a sua alma; mas aquele que não faz caso dos seus caminhos morrerá.Pv 19:16
A contradição de uma criatura, criada à imagem e semelhança de um ser cheio de amor e misericórdia, mostra o quanto ela está dissociada de seu “projeto original”. Fomos criados para viver como seres sociais, o isolamento não é, absolutamente, a nossa principal característica.     Paulo nos exorta: Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas. Ef 2:10
Fomos criados por Deus para servir, o grande mandamento nos lembra que o amor ao próximo deve ser na mesma dimensão e intensidade  do amor que temos a nós mesmos. Mt 22:39. Lamentavelmente a sociedade humana não caminha assim.
O Brasil tem assistido com tristeza o quanto a lei da vantagem é uma prática maligna. A corrupção não tem bandeira, ela está impregnada na mente pervertida. O maior programa social do governo brasileiro, ampliado de outras gestões, e que potencialmente pode alcançar o miserável, é hoje alvo da lei da vantagem. Pessoas bem de vida, boas moradias, carro na garagem, salário no bolso... e um cartão do bolsa família na carteira para sacar alguns reais por mês, roubados de alguém que vive na miséria, dorme no chão, que não tem um caderno para estudar ou gás para cozinhar seu feijãozinho.
O que leva alguém a conseguir dormir em paz, mesmo com este peso que deveria incomodar suas consciências? A adormecer sabendo que está roubando o miserável, retirando da boca de quem nada tem , motivado pelo levar vantagem? Assistimos hoje um outro capítulo de uma antiga novela, a corrupção chegou em quem mais a combateu e em quem mais asteou a bandeira da integridade e da ética. Agora são milhões de reais, são malas que circulam para lá e para cá... Pastores parlamentares envolvidos, propina mensal, ajuda de custo.
Esses são os recursos que deveriam estar indo encontrar aquela família miserável que se esconde em algo que alguém ousa chamar de casa, que divide uma panela de feijão feito na água e no sal com dezenas de membros daquela choupana. Esses são os recursos que auxiliariam a retirar as crianças das ruas, a dar dignidade a desempregados, a cumprir o papel social de uma nação que em seu hino afirma ser um gigante, que se orgulha de ser a 7ª economia do planeta, mas que ganha para a Botwsuana e outros “imergentes” como a nação que pior distribui a sua renda.
A presidente, eleita no compasso das mudanças e no ufanismo de entender que o Brasil foi descoberto em 2003, herda um pacote e tem dificuldades de se livrar do peso deixado pelo seu antecessor que sabia muito bem confundir governabilidade com cumplicidade. São 4 ministérios que caem 3 deles por corrupção e outro por arrumação política. Estamos em uma lama, um charco de corrupção. Peço a Deus pela presidente, que ela possa de fato livrar o pais desse mal e que ela se livre dessa mala herdada.
Jesus diagnosticou isso assim: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. Mt 15:8. A igreja está aqui para anunciar o evangelho, e denunciar estes atos desumanos , ela está aqui para ser agente de transformação na sociedade porque a corrupção, esta não tem partido, nem religião, nem misericordia
         

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Tenha cuidado com o Poder Gn 33:1-10

Estamos encerrando a série sobre as coisas delicadas que quando manuseadas sem cuidado podem trazer prejuízos. Algo que pode ser uma benção, pode se tornar uma maldição. Já falamos sobre o sagrado, o sexo, o dinheiro e hoje vamos trabalhar o tema Poder. Poder no sentido de capacidade de realizar algo, autoridade, possibilidade..
“O poder é uma faca de dois gumes, um lado é destrutivo enquanto o outro é criativo.  Nossa escolha dita nosso futuro!”
Todos nós somos dotados de um conjunto de recursos que pode nos levar a dizer eu posso! Todos nós, de alguma maneira temos uma instância de poder.  O problema que precisamos discernir e vencer não é somente essa capacidade de poder, isso pode ser muito bom, mas existe em nós também o desejo não somente de poder, mas principalmente de poder mais. Há uma constante insatisfação dentro do ser humano que não, permite que ele simplesmente possa, ele está sempre querendo poder mais e mais. Isso é algo destrutivo.. o poder é importante, mas o poder desenfreado e a sede de poder é destrutivo. Vamos ver isso então:
I.                Como posso manusear o poder Destrutivamente?
R- Deixando-me iludir pela sua capacidade de persuasão
O poder que destrói :
      Sempre desejoso de ter mais domínio Gn 3:1-6
     Sempre se mostra invejoso 1Sm 18:7-8              
     Sempre quer mais privilégios Mt 20:21-23
    Sempre crê que tudo tem um preço At 8:18
II.               Como manusear o poder Criativamente?
R- Derrotando as potestades
Eu disse que você vence o poder do dinheiro colocando ele no lugar dele e dominando-o. Assim mesmo é com o poder. Eu derroto as potestades do poder
   Crendo que Cristo já as derrotou Cl 2:15
Se Cristo venceu por mim...eu venci.. mas preciso aqui sim, tomar posse dessa verdade, afirmando-a e vivendo-a em minha vida
   Com discernimento 1 Co 12:10
Diante de cada situação você tema chance de fazer uma escolha, venha comigo, é ou não é verdade? Essa escolha se for feita sem os princípios de Deus será uma temeridade.        Mas se é feita com discernimento e juntando os princípios de Deus. É benção para você e para o mundo.
    Enfrentando os “demônios” de nosso ser
Existe no interior de cada um de nós uma batalha interior. Uma luta.. alguém já disse que isso é como ter dois cachorros um ruim e um bom , quem vai ganhar? Quem você alimentar mais. As vozes que lutam dentro de nós são do eu e do bem comum, da vantagem e do justo... e a bíblia vai mais fundo e chama isso de luta das carne contra o Espírito ou seja de nossa vontade contra a vontade de Deus. Esses demônios são os conflitos do ser e do ter, do poder e do ordenar, da capacidade de estar por cima e a necessidade de ser humilde.      A bíblia diz que os humildes serão exaltados e o inverso, os altivos serão humilhados. Ou cremos nisso ou usaremos o poder que temos de maneira destrutiva.Portanto, o poder criativo surge quando vencemos essa briga e para vencê-la temos que perder para nós mesmos e dar prioridade a Deus.
    Por uma atitude de renúncia Mc 8:34
O poder criativo, que eu poderia chamar do poder do bem, ele surge quando há em nós a capacidade de renunciar às benesses do poder destrutivo. A renuncia não é simplesmente do eu e das coisas interiores, mas das coisas práticas que podem fazer com que exerçamos o poder de forma construtivas e benéficas. Eu dou um exemplo prático... alguém pode se achar justo porque paga a um funcionário o mínimo que a lei estabelece e seus direitos...isso não significa que é justo, mas é legal. É justo se você só puder pagar aquilo, mas se você puder pagar mais e não paga, você usa o poder de forma destrutiva.. Não promove o bem. Você não renuncia a um direito de pagar na forma da lei para pagar mais um pouco mesmo sabendo que o valor é pouco e que você pode pagar mais. Essa gana em nós chama-se ganancia.
Revestindo-se com a armadura de Deus Ef 6:10-18
       O poder que constrói :
                        Restaura relacionamentos Gn 45
                    Produz unidade At 15
                    Liberta as pessoas Jo 8:36
Encerro com a história de Esaú e Jacó
Disse, porém, Esaú: “Eu já tenho muito, meu irmão. Guarde para você o que é seu”. Mas Jacó insistiu: Não! Se te agradaste de mim, aceita este presente de minha parte, porque ver a tua face é como contemplar a face de Deus; além disso, tu me recebeste tão bem! Gn 33:9-10
          Quando eu e você enxergarmos em cada pessoa a face de Deus nosso uso do poder será sempre construtivo e nos constrangerá usa-lo de outra forma que não seja para o bem, não apenas o nosso, mas o bem comum. Espero que isso tenha lhe ajudado a lidar com o poder em sua vida, que Deus lhe abençoe.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

É delicado, Tenha cuidado com o Dinheiro

Vamos assumir em 1º lugar que não estamos lidando biblicamente com o dinheiro. Vamos assumir que o dinheiro exerce uma atração sobre nós. vamos ver o que a bíblia fala do dinheiro e a maneira correta de lidar com ele.
Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro Mt 6:24
Ninguém quer desdizer o que Jesus disse, mas em muitos casos nosso comportamento desdiz essas palavras de Jesus. Qual a preocupação de Deus com o trato com o dinheiro? Observe isso:
            215   versículos sobre fé
               218   versículos sobre salvação
               2084 versículos que envolvem dinheiro
               28 parábolas 16 delas usam a figura do dinheiro
I.                 Quando eu manuseio errado o dinheiro?
R- Quando eu ignoro a sua capacidade de dominar a minha vida e se colocar como um Deus oponente.
Você pode dizer que isso nunca vai acontecer com você, Jesus dá ao dinheiro este status de semelhança a uma divindade e daí ele chamar de mamon. De alguma forma o dinheiro vai querer que você o sirva, vai querer ocupar em sua vida o lugar de Deus...
É algo como uma pessoa, você não se relaciona com o dinheiro como um objeto apenas.. ele é muito mais que isso! Ele tem como que uma vida própria, ele demanda, portanto ao lidar com o dinheiro pense nisso, você não está lidando com uma coisa neutra. Mexo errado e posso por tudo a perder se eu ignorar que ele age com vida própria e pode se tornar um falso deus
1.               O apego ao dinheiro nos afasta de Deus  
Ora se ele tem esse poder de se tornar um Deus oponente é obvio que nos afasta do Deus 1 Tm 6:17-19. O que significa isso? Significa que ficamos esperando que o dinheiro nos dê aquilo que somente Deus pode nos dar. Seria incomum você ver pessoas ou você mesmo que pense assim: se eu tenho dinheiro eu estou seguro? Isso significa que esse dinheiro guardado nos dá uma certa segurança. Isso não é mal em si, mas veja o que diz o apóstolo: não ponha a sua segurança na incerteza da riqueza. Por mais que seja positivo, a sua segurança não pode estar vinculada a isso.
Quem viveu aqui a era Collor de Melo que pode testemunhar disso. Só Deus pode dar essa segurança, o dinheiro pode dar uma falsa segurança. Você pensa que porque tem dinheiro é independente, tem autonomia e nenhum sentimento é mais maligno do que esse, foi por conta dessa suposta independência quem tudo começou errado desde o Édem. Por isso ele pode nos afastar do Deus vivo e se tornar um deus falso em nossas vidas.          
2.               O apego ao dinheiro nos afasta das pessoas
Qual a maneira de servir ao Deus vivo e verdadeiro? Ora sabemos que é servindo as pessoas. Deus não precisa que agente apadrinhe uma criança da Casa da Esperança. Nós fazemos isso porque entendemos que servindo ao próximo estamos servindo a Deus correto? Quando colocamos o dinheiro como falso deus que ocupou nosso coração, agente vive servindo a nós mesmos e isso nos afasta das pessoas. A melhor maneira de o diabo lhe enganar é simplesmente dizendo a você que você precisa se preocupar mais consigo mesmo. Assim ele conseguiu lhe afastar das pessoas e de suas necessidades e isso é avesso ao que a fé cristã proclama “ ame o próximo como a si mesmo” Olha a parábola do rico insensato onde Jesus está advertindo sobre o cuidado com todo tipo de avareza. Porque a vida de alguém não consiste na abundância de bens que possui, diz Jesus a certa altura o homem diz:
E direi a mim mesmo: Você tem grande quantidade de bens, armazenados para muitos anos. Descanse, coma, beba e alegre-se”.Lc 12:19
ü     Desenvolvemos relações de interesse
ü     Nos domina ao ponto de nos isolarmos
3.               O apego ao dinheiro nos coloca numa realidade de mercado
O dinheiro faz com que você trate as pessoas como um objeto de negócio, suas relações são vistas como algo que lhe traga ou não vantagens. Isso vira uma realidade de mercado, levar vantagem passa a ser o mote. Veja o que diz o profeta Amós, leia  a partir  Am 8:4         
II.               Como eu manuseio o Dinheiro adequadamente ?
R- Quando eu o vejo como um recurso a ser utilizado e nada mais.
Quando eu faço isso eu desfaço a relação e o domínio de Mamon, eu combato a influência do deus oponente. Eu quero ver o dinheiro como um recurso apenas. Enquanto o dinheiro estiver na frente de nossas decisões nós estamos servindo ao deus oponente. Mas quando eu vejo o dinheiro como um recurso apenas, eu começo a entrar na linha do pensamento de Jesus. O melhor exemplo disso está no texto de Mt 6:19-24 . Jesus vai dizer confie em Deus e não em Mamom. Como desmontamos a relação de mamom?
1.               Desenvolvendo relacionamentos desinteressados baseados na gratuidade
A única maneira de você desfazer a influência de mamon é você dizer a ele : você não me seduz, você não dita as regras de minha vida. Vá na contra mão desse raciocínio, não se deixe levar por esse espírito maligno de dependência do dinheiro, essas relações de interesse aniquilam o ser, desqualificam a imagem de Deus em mim e por isso eu desfaço a influência de mamom quando eu vou contra tudo isso.
2.                Desenvolvendo um espírito Generoso
Aqui entra algo muito lógico se eu sou generoso eu não estou alinhado com mamom, mamom só quer lucro, só quer retorno. Mas o generoso faz pouco de mamom porque ele dá e se satisfaz em dar. A bíblia quando fala de generosidade diz
Dê-lhe com generosidade dos animais do seu rebanho e do produto da sua eira e do seu tanque de prensar uvas. Dê-lhe conforme a bênção que o Senhor, o seu Deus, lhe tem dado. (Dt 15:14)
Portanto, desenvolva uma relação com o dinheiro que seja saudável e desfaça a influência de mamom em sua vida. Diga ao dinheiro: Você não comanda minha vida. Você percebe porque é delicado? Edifique sua vida sua vida onde o dinheiro não tenha vez e voz. Quando você desenvolve relações de gratuidade e desinteresse e desenvolve um espírito generoso você desfaz a influência dele em sua vida. Por causa de uma relação equivocada com mamom, muitos trouxeram para si dores, sofrimento e decepção. Que não seja assim com você, em nome de Jesus.     
Adaptação de palestra do Pr Ed René kivitz e tendo como base o livro Dinheiro sexo e poder de Richard Foster Ed Mundo Cristão

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Não Sr. Tony eu não acredito no que o senhor está dizendo!

Vejam o que leio no blog/veja.com de Tony Bellotto (trechos) o texto completo se encontra em  www.veja.com/tonybellotto
Ave, Amy. Never mind the bollocks. E, por favor, NÃO descanse em paz. Imagino que descansar em paz não seja mesmo o seu ideal de uma eternidade perfeita.
...deixe que as palavras entrem por um ouvido e saiam por outro. Todas essas explicações que não explicam nada, o esmiuçamento obsceno da tua vida,... a avidez da mídia em sugar você até a última gota, a cafonice das homenagens póstumas...
Continue, por favor, a inspirar os jovens artistas com a sua irreverência e a sua recusa em se transformar numa cantora domesticada, dessas que fazem média com todo mundo e entretém a plateia como se tudo fosse uma questão de levantar os braços pra cima e bater palmas todo mundo cantando junto. Continue nos ensinando que a vida é mesmo incontrolável e sem sentido...
Então toda vez que ouvir uma música sua, vou fingir que você está vivinha da silva... Aqui em casa diremos às crianças – como se diz sempre que morre um parente, um amigo ou animal querido – que você foi fazer uma longa viagem e que não sabemos quando volta.
Por Tony Bellotto
Sr. Tony fiz meu comentário no espaço da veja e entre outras coisas disse que não podia entender como alguém que entendo ser esclarecido pode fazer uma homenagem desse tipo a alguém que não deixou legado de positividade, a alguém que levou consigo, para o túmulo uma vida vazia, confusa e em profunda e constante crise.
Não Sr. Tony, não era apenas uma jovem artista irreverente, essa sem dúvida era uma marca dela, mas isso era pouco diante do que ele viveu, fez uso e defendeu abertamente em suas canções.
Sr. Tony eu não posso entender que alguém assim tenha deixado exemplo ao ponto de ser uma inspiração para essa geração que já tem parte dela perdida e sem propósito na vida.
Sr. Tony a Amy, não era apenas uma cantora não domesticada, eu também acho isso horrível, gosto da irreverência do artista, mas não foi só isso. Em quem e em que nossos jovens se inspirarão? No uso de drogas, na dependência de uma alcoólatra, nos exemplos dos shows cancelados por falta de condições físicas devido ao uso excessivo do álcool e o domínio das drogas. Será irreverência Sr. Tony ou o nome mais apropriado seria irresponsabilidade?
Sabe Sr. Tony, eu não aponto meu dedo para ela simplesmente a culpando, não quero julgá-la porque por detráz de tudo aquilo e toda aquela vida existia muito mais do que uma simples irreverência. Somente ela e Deus podem saber o que era mais profundo em seu ser. Mas me admira o senhor, isso me chama a atenção.
Sr. Tony, pedir para que se continue ensinando que a vida é incontrolável e sem sentido? É isso que o senhor quer que seus filhos aprendam, é isso que você conversa no café da manhã com seus filhos ou netos? O Senhor ensina para eles, já que ela não poderá mais ensinar, que assim é a vida? O Sr. pode dizer às suas crianças o que quiser Sr. Tony, eu continuarei dizendo a meus filhos que lamentavelmente mais um talento musical se perdeu junto com Cazuza, Elis Regina, Elvis Presley, Jimmy Hendricks e outros mais. Porém esse talento não foi suficiente para dizer a eles mesmo que a vida vale mais do que apertar um baseado, cheirar uma fileira, entornar vários copos.
Sr. Tony. a vida tem sim sentido, quando descobrimos que o sentido dela se encontra em descobrir o propósito para o qual fomos criados. Não acredito que o propósito para o qual essa jovem moça foi criada tenha sido fazer apologia de drogas e álcool e levar parte de uma geração a se afundar nessa alienação total.
Não Sr. Tony eu não posso, não quero e não vou esconder de meus filhos e netos que uma vida por mais talentosa que seja pode se perder se não encontrar sentido para ser vivida e a única maneira disso acontecer é um encontro pessoal com o criador através de Jesus Cristo.
Lamento Sr. Tony, mas custo a acreditar que é isso que você ensina aos seus filhos, netos e tenta passar para essa geração jovem que está diante de você. Sendo alguém com tanta visibilidade e acesso a mídia, creio que deveria, se me permite sugerir, encontrar uma maneira de ajudar essa geração a encontrar um norte, uma direção, um sentido para a  vida que não seja ficar levantando as mãos e acompanhando canções que confundem prazer com hedonismo e motivam frustrações maiores.
Desculpe Sr. Tony, mas não acredito que o senhor de fato vai dizer isso às suas criancinhas porque não acredito que o senhor queira para elas o mesmo lamentável fim  da Amy.