segunda-feira, 21 de setembro de 2009

DIVERSIDADE OU PERVERSIDADE? EIS UMA QUESTÃO!


Já me fiz entender neste blog que não tenho uma posição contra os direitos civis de qualquer pessoa, homo ou heterossexual. Direitos civis se adquirem dentro de um estado laico, como é o nosso, ( pelo menos em tese) quando em uma ordem estabelecida cumprimos com os deveres de cidadãos, pagamos nossos impostos ( e isso pagamos muito no nosso Brasil) e assim, obtemos os nossos direitos. Além disso, pode entrar aqui, e deve, a declaração universal dos direitos humanos que pretende nos levar a uma convivência pacífica como sociedade. Previdência, herança e outros direitos devem ser garantidos a todos que assim trabalharem para isso.
Mas eu tenho questionado o que estamos vivendo no Brasil hoje, é uma busca por esses direitos a toda pessoa ou é um cerceamento do direitos de discordar? E falo isso quanto aos projetos que tramitam no congresso nacional e que, em tese, buscam garantir o direito dos homossexuais. Mas o que chama a atenção é que o que se pretende implantar me reprime quanto ao meu direito de discordar. Ora, estamos no ápice de uma era chamada de pós modernidade, onde sua maior característica é a opinião pessoal, minha visão, meu conceito e minha verdade. Diferente da modernidade, hoje, não se admite mais absolutos, tudo se torna relativo. Pois bem, os homossexuais crêem na normalidade de sua condição e tem o direito de assim crer. Mas eu, em minha consciência tenho o direito de discordar e dizer, eu não creio que é normal a homossexualidade e nem por isso sairei por ai com atitudes homofóbicas, mas não posso entender um direito que cerceia outro e não podemos nivelar os direitos pelos extremistas, estes, em suas atitudes devem ser condenados sempre.
Por isso me sinto na liberdade de dizer que o que te mos visto nestes dias , e que se tem chamado de diversidade me parece mais assemelhado à perversidade. A perversidade, não no sentido popular de maldade, pois maldade é um questão íntima uma atitude movida por um impulso e eu não me lanço a julgar os sentimentos de ninguém. Mas falo no sentido que também lhe cabe no idioma português de depravação, que traz a ideia de desvirtuar, corromper... Diante de minha fé e de minha crença, garantida na constituição de meu pais, eu posso afirmar que a heterossexualidade é o padrão que eu e os dois mil anos de cristandade e os outros milhares de anos da cultura judaica, da qual herdamos os princípios morais da cristandade afirmamos crer.
A Bíblia afirma que Deus criou homem e mulher à Sua imagem e semelhança (Gn 1:27) criou-os na naturalidade de uma relação homem – mulher, para a procriação, que só acontece entre estes dois generos , para um relacionamento de integração que, pelas diferenças e características de homem e mulher só acontecem entre estes dois gêneros , para a criação de filhos e o aprendizado de pai e mãe que são extremamente necessários e que só acontecem sem prejuízos se estes dois gêneros estiverem presentes. ( não me deixa mentir as estatísticas que tratam de filhos de casais separados, que cresceram na ausência de pai e/ou de mãe e que carregam consigo marcas para toda a sua formação com carga de prejuízo sobre as mesmas). É sim uma perversão, ou seja uma alteração, um desvirtuamento, uma família onde existem dois pais ou duas mães e isso é tão lógico como 2+2= 4. O discurso de que o amor supera tudo isso, não é verdade , filhos amados por seus pais ( homem e mulher) seguem aprendendo com eles e com as suas características. A menina na puberdade o garoto na adolescência, ambos em seus momentos de descobertas precisam, e muito, de conselhos que venham de seu pai e de sua mãe e não simplesmente de um pedagogo na sua escola ou um psicólogo(a).
Uma manifestação onde se mostra homens vestidos de mulheres é uma afirmação clássica dessa perversão (desvirtuamento), homens com trejeitos femininos é uma perversão nesse mesmo sentido. A parada da Diversidade, que me parece tenta ser um momento de manifestação pelos direitos de cada pessoa independente de sua opção sexual , tem sido muito mais um festa carnavalesca onde pouco se fala de direitos e muito se vê de deslumbre e estravagância . Nesse sentido ainda não compreendi se a questão a ser levantada é a da Diversidade ou da Perversidade.


Glossário:
Diversidade – qualidade de diverso, variedade ( em oposição a identidade) , multiplicidade

Perversidade- Ato ou qualidade do perverso, malvadez, depravação
Depravação – Causar depravação, perverter, alterar, estragar
Perverter- perturbar a ordem ou estado das coisas, depravar, desvirtuar, tornar-se perverso, corromper-se, depravar-se, desmoralizar-se

3 comentários:

Leonardo disse...

Ótimo post pastor. Concordo plenamente com o seu texto. Acredito que todos devem usufruir dos seus direitos (tanto o de escolher como o de discordar).

João do Catro disse...

Miguel,
seu texto mostrou o que rodeia em meus pensamentos. A parada da Diversidade, que me parece tenta ser um momento de manifestação pelos direitos de cada pessoa independente de sua opção sexual , tem sido muito mais um festa carnavalesca onde pouco se fala de direitos e muito se vê de deslumbre e estravagância. Exatamente!
Muitos escolhem certa opção sexual só para "aparecer", ser diferente.
Não sou condeno os homossexuais, apenas tenho o direito de discordar quando se fala em normalidade.

adriano disse...

Pr. Miguel o seu texto define com clareza nossa posição a respeito dos direitos civis, não devemos tratar com leviandade o nosso siso moral, como cristãos entendemos e pregamos que romper as estruturas não é a melhor maneira de reivindicar num processo legal e de juizo os direitos omejados, e tranformam tudo isso numa manifestação popular com muita depravação, e ainda chamam isso de um novo mundo...